Piloto da Mercedes terá de largar no fim do grid após equipe antecipar troca de componentes da unidade de potência por conta da falha sofrida na Malásia
A Mercedes confirmou nesta quarta-feira (7) que George Russell será penalizado no grid de largada do Grande Prêmio de Singapura, próxima etapa da temporada 2026 da Fórmula 1. O piloto terá de utilizar novos componentes da unidade de potência após a falha que provocou seu abandono na etapa da Malásia, fazendo com que a equipe ultrapasse o limite de peças permitido pelo regulamento.
A punição será aplicada somente na corrida de domingo, e não na Sprint de sábado. Dependendo da quantidade e dos componentes substituídos, a penalização será de pelo menos dez posições no grid. Segundo a própria Mercedes, Russell deverá largar do fim do pelotão no circuito de Marina Bay.
Russell abandonou o GP do Bahrein na Malásia nas voltas finais quando estava na disputa pelas primeiras posições e caminhava para um resultado de pódio. O problema na unidade de potência impediu o piloto de completar a prova e marcou seu terceiro abandono sem pontuar na temporada.
A falha também teve consequências importantes para a disputa pelo campeonato. Com o abandono de Russell, seu companheiro de equipe, Kimi Antonelli, ampliou a vantagem na liderança do Mundial de Pilotos para 84 pontos, tornando ainda mais difícil uma reação do britânico na reta final da temporada.
A Mercedes já planejava utilizar uma nova unidade de potência mais adiante no campeonato, aproveitando as oportunidades adicionais de desenvolvimento e atualização autorizadas pela FIA. No entanto, os danos provocados pela falha na Malásia obrigaram a equipe a antecipar a mudança para Singapura.
Com a utilização dos novos componentes, Russell ultrapassará o limite de peças permitido durante a temporada. Pelas regras da Fórmula 1, qualquer componente adicional utilizado acima da cota resulta em punição no grid na primeira etapa em que a peça for instalada.
Penalização pode mandar Russell para o fim do grid
A quantidade exata de posições perdidas dependerá dos componentes que serão substituídos pela Mercedes. A punição mínima será de dez posições, mas poderá ser maior caso a equipe precise trocar mais elementos da unidade de potência.
Na prática, porém, a expectativa da equipe é de que Russell largue do fundo do grid no domingo.
A boa notícia para o britânico é que a punição não será aplicada à corrida Sprint. O formato do fim de semana em Singapura dará ao piloto uma oportunidade extra de somar pontos antes da penalização na prova principal.
O problema de Russell na Malásia não foi um caso isolado para a Mercedes em 2026. A equipe já enfrentou outras falhas relacionadas à unidade de potência ao longo da temporada.
Russell havia abandonado anteriormente o Grande Prêmio do Canadá também por um problema de motor. Kimi Antonelli, por sua vez, enfrentou uma situação semelhante em Barcelona.
O italiano também precisou utilizar um novo motor durante o fim de semana do GP da Itália, em Monza. Na ocasião, porém, a Mercedes escolheu estrategicamente aquele circuito para cumprir a punição, justamente por oferecer melhores oportunidades de ultrapassagem.
Antonelli largou da 19ª posição e conseguiu avançar pelo pelotão até conquistar a vitória.
Para Russell, repetir a recuperação de Antonelli em Singapura será uma tarefa consideravelmente mais complicada.
O circuito de Marina Bay é formado por ruas estreitas, possui poucas oportunidades de ultrapassagem e é cercado por muros próximos à pista. Essas características tornam uma escalada pelo pelotão muito mais difícil do que em Monza.
Por outro lado, Russell chega ao fim de semana com uma lembrança positiva. O britânico venceu o Grande Prêmio de Singapura na temporada passada e conhece bem os desafios do traçado.
Agora, além de tentar repetir o bom desempenho no circuito, Russell terá como principal objetivo minimizar os danos provocados pela punição e recuperar o máximo possível de posições durante a corrida.
Com a Sprint no sábado e o GP no domingo, o piloto terá duas oportunidades de buscar pontos. Mas, na corrida principal, a missão será ainda mais complicada: sair do fundo do grid e voltar ao grupo dos dez primeiros para reduzir o prejuízo na luta pelo campeonato.
FOTO: Fórmula 1/Reprodução
