Stallion Motorsports tem excelente performance, mas o destino rouba pódio de time brasileiro

Neto e Reis tiveram grande atuação na pista de Laguna Seca, mas abandono a duas voltas do fim tira troféu da equipe verde-amarela na IMSA.

A Stallion Motorsports (Pagid Racing / CSM Performance / Velocity Racing / SODI Race Team / AMED / Oeste Cotton) voltou a escrever páginas importantes no automobilismo, americano, na 3ª etapa da IMSA Michelin Pilot Challenge. Comandada pelo engenheiro e empresário Pedro Moisés, a escuderia verde-amarela mostrou evolução e um ritmo de pista capaz de incomodar os principais adversários da categoria TCR.

A prova realizada no circuito de Laguna Seca, na Califórnia, teve um desempenho impecável da dupla Celso Neto e Raphael Reis, que soube extrair o máximo do Cupra Leon VZ TCR e mostrou a garra brasileira quando o assunto é competir de igual para igual com as maiores forças do grid.

O fim de semana começou com sinais claros de que a equipe estava pronta para brigar entre os primeiros. Raphael Reis, o brasiliense que divide o carro número 77 com o baiano Celso Neto, foi o responsável por fazer a tomada de tempo, e conseguir um lugar abrindo a terceira fila do grid de largada na categoria TCR. 

“Estávamos bem competitivos, acho que poderia ter sido uma volta um pouco melhor, mas na TCR os carros andam muito juntos o tempo todo. Cada décimo conta, e a gente sabe que a disputa é acirrada do início ao fim”, analisou Reis.

Quando a bandeira verde sinalizou o início das duas horas de corrida, foi Raphael Reis quem assumiu a responsabilidade do primeiro stint. O piloto de Brasília mostrou consistência, inteligência de corrida e um ritmo impressionante, mantendo o carro número 77 entre os líderes e evitando riscos desnecessários em uma pista tão desafiadora quanto Laguna Seca, famosa por suas mudanças de elevação e pela temida curva “Corkscrew”.

Perto da metade da prova, com o carro na quarta colocação entre os TCRs, Reis recebeu o chamado para os boxes. Foi nesse momento que a equipe Stallion Motorsports mostrou eficiência para a troca de pneus, reabastecimento e troca de pilotos executados com precisão.

Com Celso Neto no comando, o Cupra Leon VZ TCR retornou à pista na terceira posição da TCR e, em apenas 20 minutos de prova, já havia superado mais um adversário e assumido a segunda colocação, aumentando a expectativa de, enfim, vermos o carro da equipe verde-amarelo subir ao pódio da IMSA Michelin Pilot Challenge pela primeira vez na categoria.

Entretanto, o automobilismo também carrega consigo uma certa crueldade que nenhum engenheiro, piloto ou estrategista consegue prever. A duas voltas do encerramento da prova, quando o carro número 77 cruzava a pista com a segunda colocação assegurada e a sete segundos de vantagem para o terceiro colocado, Celso Neto foi obrigado a parar o Cupra Leon VZ TCR na área de escape. O abandono, súbito e doloroso, interrompeu não apenas a corrida do time brasileiro, mas também a expectativa coletiva de uma equipe que vinha construindo uma grande história na competição.

“Estávamos em 2º e ainda a 7 segundos para o carro atrás. É duro de aceitar, mas tiramos de positivo dessa etapa o que estamos construindo na equipe Stallion Motorsports. O resultado tá chegando”, declarou o Celso.

Olhando para frente, a Stallion Motorsports mantém o foco total na próxima batalha. Celso Neto, Raphael Reis e toda a estrutura liderada por Pedro Moisés já têm data e hora marcada para voltar às pistas: entre os 5 e 7 de junho, quando acontece a 4ª etapa da IMSA Michelin Pilot Challenge, no Mid-Ohio Sports Car Course, no estado americano de Ohio.

FOTO: (KMCom / Manuel Agüero)

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